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Pesquisas em Arte

LÍVIO ABRAMO

(por Carolina Pereira; Nina, 2B CAp)

Lívio Abramo (Araraquara -SP, 1903 – Assunção, Paraguai, 1992) foi um gravador, desenhista e ilustrador brasileiro (Imagem 1).  

Durante sua extensa carreira artística, Abramo participou de grandes mudanças na arte brasileira e influenciou o desenvolvimento da gravura no país com temáticas acerca da cultura brasileira. 

Imagem 1 – Fotografia do artista. 

Apesar de nascer em Araraquara, aos seis anos de idade sua família se muda para a cidade de São Paulo, onde de 1911 até 1921, estuda no Colégio Dante Alighieri. Seu trabalho com as gravuras inicia-se somente em 1926, produzindo gravuras para pequenos jornais da época. Também é na década de 1920 e 1930 que Lívio Abramo entra em contato com três exposições que influenciariam suas obras. A primeira delas foi uma exposição sobre Tarsila do Amaral, com uma retrospectiva de suas obras de 1923 até o ano de 1929. A segunda exposição foi “Arte decorativa alemã”, que ocorreu em 1929 e, a última, a “Exposição alemã de livros e artes gráficas”, realizada em 1930. 

A partir dessas exposições, Abramo aproxima-se das temáticas e estéticas do Modernismo brasileiro e do Expressionismo alemão. Por conta destas influências, o artista realizava suas xilogravuras com traços de intensa expressividade e de forte caráter social (Imagem 2). Não é à toa que além de um forte senso social em suas obras, demonstra um forte engajamento político, filiando-se primeiramente no Partido Comunista Brasileiro, em 1930 (sendo expulso em 1932) e filiando-se, em 1933, no Partido Socialista brasileiro. 

Imagem 2 – “Operário”, 1935. 

As xilogravuras de Abramo também possuem uma particularidade: grandes espaços em branco (Imagem 3), incomuns nesta técnica de gravura. Esta característica traz para os trabalhos de Abramo uma grande luminosidade, o que evidencia os personagens e cenas retratados em seus trabalhos. 

Imagem 3 – “Mulher e Bananal”, 1933. 

Entre 1933 e 1949, Lívio Abramo muda-se para o Rio de Janeiro e realiza uma série de gravuras para livros de autores brasileiros, entre os quais cabe destacar as ilustrações para o livro “Pelo Sertão” (Imagens 4 e 5), de Afonso Arinos. Estas gravuras foram apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes e renderam, para Abramo, o prêmio de viagem ao exterior. O artista seguiu então, em 1951, para Paris, onde frequenta o Atelier 17, aperfeiçoando-se na gravura – e retorna ao Brasil, em 1953. 

Imagem 4 – “Pelo Sertão”, 1946. 

Imagem 5 – “Pelo Sertão”, 1948. 

Nos anos de 1950, Abramo se estabelece novamente em São Paulo e realiza exposições e ministra aulas de xilogravuras no Museu de Arte Moderna da capital. Também realiza uma retrospectiva de seu trabalho em Assunção, no Paraguai. É nesta cidade que o artista se transfere, no ano de 1962, até o fim de sua vida e continua produzindo suas obras. Além disso, é fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai.  

Lívio Abramo morre em 1992 e deixa um extenso legado para a arte brasileira com importante participação na difusão artística da Gravura. 

Referências 

CHIARELLI, Tadeu. Lívio Abramo In: CHIARELLI, Tadeu; MACHADO, Aníbal; SALZTEIN, Sônia. Raízes do Expressionismo no Brasil: Abramo, Goeldi e Segall. [S. l.: s. n.], 2000. 

LÍVIO Abramo In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9132/livio-abramo  Acesso: 06 out 2021. Verbete da Enciclopédia. 

METRÓPOLIS. Metrópolis: Lívio Abramo. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FsgMpYO2mTI. Acesso: 06 out 2021.  

https://www.portalartes.com.br/historia/biografias/pintores-modernos/livio-abramo.html

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Lívio Abramo. Disponível em: http://www.ufrgs.br/acervoartes/artistas/a/abramo-livio. Acesso: 06 out 2021. 

https://youtu.be/3BXSfkuO1DM?si=Lp-lsyXJElr1LWrQ

(Pesquisa Júlia  Peixoto, Juliana Patronelli, Kailani Teixeira e Maria Luiza Alves, CAp, turma 2C, 2023).