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História da Arte

ZINA AITA

(por Carolina Pereira)

Tereza Aita (Belo Horizonte – Minas Gerais, 1900 – Nápoles – Itália 1967), mais conhecida como Zina Aita (Imagem 1), foi uma artista visual que participou ativamente do modernismo brasileiro. Suas técnicas perpassam o desenho, a pintura e a cerâmica e são associadas aos movimentos pós-impressionistas e à Art Nouveau.

Como boa parte dos artistas do período, Aita tinha o costume de viajar ao exterior para aprimorar seus estudos estéticos na Europa, tendo ido à Academia de Belas Artes de Florença, entre 1914 e 1918. É justamente nessa viagem que a artista aproxima-se da arte moderna e conhece Galileo Chini (1873 – 1956), o qual foi um de seus professores.  

Quando retorna ao Brasil, Zina Aita entra em contato com outros artistas brasileiros como Manuel Bandeira (1886 – 1968) e Ronald de Carvalho (1893 – 1935) e torna-se grande amiga da pintora Anita Malfatti (1889 – 1964) e do escritor Mário de Andrade (1893 – 1945). Dois anos antes da Semana de Arte Moderna de 1922, Aita realiza sua primeira exposição individual, a qual a auxilia a ganhar fama nacional e ser considerada a precursora do modernismo em Minas Gerais – apesar de haver poucos registros fotográficos de suas obras. Um dos trabalhos presentes nesta Semana foi a obra “Homens Trabalhando”, de 1922 (Imagem 2), no qual pode-se observar influências do movimento pós-impressionista. 

Essa obra faz parte do Mapa visual Olhares.

Imagem 2

Além disso, há poucos estudos sobre a artista ou menções ao seu nome até mesmo no seu próprio estado natal. No Instituto de Belas Artes, em Minas Gerais, criado junto do complexo arquitetônico da Pampulha, seu nome não aparece ao lado de outros artistas mineiros. Este desaparecimento gradual da artista no Brasil não se deve ao fato de uma diminuição da produção de obras, já que Aita produz peças e diversifica as linguagens cada vez mais.  A temática principal do trabalho da artista é a figura humana da obra “Sem título”, de 1923 (Imagem 3). Não apenas em poses “fotográficas”, mas em ações recorrentes ao cotidiano da pessoa retratada. É o caso, por exemplo, em “O Jardineiro”, de 1945 (Imagem 4), de 1945, onde Aita ao mesmo tempo em que representa o homem, retrata seu trabalho.  Assim como acontece, também na obra já apresentada “Homens Trabalhando”. 

Imagem 3
Imagem 4

Em 1924, Zina Aita muda-se para Nápoles, Itália, onde passa a ter um ateliê de cerâmica e fica conhecida no país por este trabalho a partir de exposições em Milão, Roma, Florença e Veneza. Morre no país aos 67 anos deixando um grande legado para o modernismo brasileiro, mesmo que seu nome quase tenha caído no esquecimento por aqui no Brasil. 

REFERÊNCIAS 

ZINA Aita. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Disponível em http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa24597/zina-aita. Acesso:16 de fev de 2022. Verbete da Enciclopédia. 

VENTURA, Alexandre. História da Arte e Modernismo no Brasil – Caso do “desaparecimento” de Zina Aita. Disponível https://fcs.mg.gov.br/historia-da-arte-e-modernismo-no-brasil-caso-do-desaparecimento-de-zina-aita/ Acesso: 16 de fev de 2022. Verbete da Enciclopédia.